Quem defende
o advogado?
Anderson Gadelha fala sobre sua visão da advocacia, o uso de tecnologia na defesa jurídica e por que escolheu Cuiabá como base de atuação.
Causa
Própria
“Escolhi a advocacia porque acredito que cada pessoa merece uma defesa técnica e digna, independentemente de quem seja ou do que seja acusada. Isso não é romantismo — é a base do Estado Democrático de Direito.”
Por que a advocacia.
A decisão de ser advogado não foi casual. Cresci em um ambiente onde as consequências da falta de acesso à justiça eram visíveis e concretas. Ver pessoas perderem direitos por desconhecimento, por não terem recursos para contratar representação adequada ou simplesmente por não saberem que tinham um direito a ser exercido foi o combustível que motivou a escolha pela carreira jurídica.
A opção pelas três áreas — criminal, previdenciário e tributário — não é aleatória. São as áreas onde a consequência da ausência de defesa adequada é mais devastadora: a perda da liberdade, a perda do sustento na velhice, a destruição financeira por dívidas tributárias indevidas. São também as áreas onde o conhecimento técnico faz a maior diferença.
Cuiabá como base, Brasil como campo.
Cuiabá é uma cidade singular. Está no centro geográfico da América do Sul, é capital de um dos estados mais ricos do Brasil em termos de agronegócio, e tem uma dinâmica jurídica própria que conheço profundamente. Mas as fronteiras vão muito além do Mato Grosso.
A tecnologia jurídica permite conduzir processos em qualquer tribunal do país — pesquisa de jurisprudência, análise de documentos e acompanhamento processual podem ser feitos com a mesma qualidade independentemente da localização geográfica. O conhecimento local complementa a técnica; a tecnologia elimina a barreira da distância.
Tecnologia: ferramenta, não substituto.
Sou um dos primeiros advogados do Brasil a integrar sistematicamente ferramentas de inteligência artificial no meu processo de trabalho. Isso inclui pesquisa de jurisprudência, análise de documentos extensos, redação assistida de peças e identificação de precedentes relevantes em bases de dados de tribunais.
Mas há uma linha clara que nunca é cruzada: a tecnologia informa o raciocínio jurídico, não o substitui. Nenhuma IA decide estratégias, assina peças ou representa o cliente. O advogado continua sendo o responsável por cada decisão, cada argumento, cada escolha estratégica. A IA é o bisturi — o cirurgião ainda precisa saber operar.
Fé, equilíbrio e alta performance.
Além da advocacia, sou pastor, praticante de karatê e de musculação. Para muitos, pode parecer uma combinação incomum. Para mim, é o que garante equilíbrio em uma profissão que, quando levada a sério, pode ser emocionalmente exaustiva.
Defender uma pessoa acusada de um crime grave, acompanhar um idoso que espera há anos pelo benefício que garantirá seu sustento, ou ajudar um empresário a evitar a falência por uma dívida tributária indevida — tudo isso exige não apenas competência técnica, mas também resiliência emocional e clareza mental. A fé, a disciplina do karatê e o treino físico são parte essencial desse repertório.
“Em Causa Própria”
— a autobiografia.
Em 2026, lanço minha autobiografia. Uma trajetória de fé, resistência, reconstrução e missão — sobre quem conheceu o sistema de dentro e decidiu transformá-lo pela tecnologia.
Inscreva-se para receber prévias do manuscrito, convite para a sessão de pré-venda e a sessão de lançamento em Cuiabá.
Causa
Própria
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